domingo, 12 de noviembre de 2017

Gramaticas Infames do Medo BLAU PROJECTS Sao Paulo Brasil



PRÓXIMA EXPOSIÇÃO
ADRIANNA EU, FLÁVIA JUNQUEIRA, ALICE LARA, ALEJANDRA ALARCÓN, CATALINA JARAMILLO QUIJANO, LUCIANA DAMIANI
DE 18 DE NOVEMBRO A 16 DE DEZEMBRO


#4 C.LAB Mercosul . Gramáticas infames do medo . Curadoria Ícaro Ferraz Vidal Jr

A Blau Projects inaugura, dia 18 de novembro, a exposição Gramáticas infames do medocom curadoria de Ícaro Ferraz Vidal Jr. A exposição foi selecionada pelo #04 C.LAB Mercosul, edital voltado a jovens curadores, promovido pela Blau Projects e atualmente na quarta edição. O C.LAB faz um intercâmbio entre artistas, instituições, galerias e curadores por meio de exposições que reforçam o papel da galeria de incubadora e difusora da arte contemporânea. As artistas, somente mulheres, são as brasileiras Adrianna euFlávia Junqueira e Alice Lara, e as latino-americanas Alejandra AlarcónCatalina Jaramillo QuijanoLuciana Damiani. 

A exposição reúne a produção dessas seis artistas latino-americanas a partir da noção da "gramática infame do medo”, expressão do poeta Alberto Lacerda a respeito da poética de Paula Rego, artista luso-inglesa cuja trajetória é marcada pelo entrelaçamento de sua vida pessoal, sua obra e a história política de Portugal. O "medo” retratado é também um medo presente no inconsciente coletivo feminino, que percorre as trajetórias das mulheres em todas as épocas e que tem sido mais bem examinado por meio de movimentos feministas, mostrando que a sexualidade feminina esteve sempre ligada a repressões e tensões. "Tive essa ideia porque trabalho com jovens artistas mulheres há algum tempo e quis mostrar como o medo ligado à condição da mulher está retratado na arte e também em termos políticos”, conta o curador.

A recente busca por igualdade de gênero, as denúncias de abusos e feminicídio, as recentes "hashtags” como #meuprimeiroassedio e #meuamigosecreto mostram que o tema é pertinente tanto na arte quanto na sociedade. Para o curador, o processo de valorização do masculino também se dá nas artes. "O processo de valorização da obra de uma artista mulher tende a ser muito mais lento e modesto do que de um artista homem”, afirma. Ele também diz que grande parte das coleções públicas contam com um percentual desigual de obras de artistas homens e mulheres. O curador também faz uma provocação ao perguntar se existe uma arte feminina, abrindo o debate para questões ainda inconclusas.

Obras

A carioca Adrianna eu apresenta Corte e costura, de 2007, e O guarda-chuva, de 2006; a boliviana Alejandra Alarcón traz duas obras intituladas El corazón de Alicia, 2016, da série Alicia y su abismo; a brasiliense Alice Lara vem com Sutileza lasciva, da série Amores Perros, de 2009; a colombiana Catalina Jaramillo Quijano mostra seu Compendio de gritos, de 2016; a paulistana Flávia Junqueira traz a série fotográfica Em nome do pai #1 e#2, de 2015; e a uruguaia Luciana Damianiapresenta a instalação fotográfica Fracción: Ejercicio sobre insomnia 1ª. Parte: La oscura, de 2012.





#04 C.LAB Mercosul

A atual exposição é o segundo projeto selecionado na quarta edição do C.LAB
Mercosul, realizado em 2017. O primeiro, que contou com a mostra Desarticulaciones, da curadora argentina María Alejandra Gatti, aconteceu de 8 de julho a 12 de agosto de 2017. Os artistas apresentados na exposição foram Alan Segal, Lorena Marchetti, Lihuel González, Lorena Fernández e Verónica Gómez, além de cinco escritores escolhidos para elaborar um texto para cada uma das obras expostas.

Os projetos recebidos de diversos países da América Latina foram avaliados e selecionados por uma comissão independente composta pelo curador brasileiro Mario Gioia, o curador colombiano Santiago Rueda e a argentina Mariana Rodriguez Iglesias. Os critérios de seleção incluem relevância no panorama da produção artística contemporânea, conexões e intercâmbios entre artistas que vivem e/ou trabalham na América Latina, objetividade, viabilidade, originalidade e ineditismo. Os dois receberam um aporte financeiro de 12 mil reais para produção de suas exposições. 

Sobre o C.LAB

Concebido como projeto independente do programa regular de exposições da Blau Projects, o concurso anual C.LAB seleciona e apoia projetos de curadores e artistas para exposição no espaço da galeria, reforçando seu papel de incubadora e difusora da arte contemporânea.

A primeira edição, realizada em 2014, resultou na produção e exibição dos projetos Ampulheta, do curador Douglas Negrisolli, e (...) pegaríamos as coisas onde elas crescem, pelo meio (...), da curadora Galciani Neves. Em 2015, a segunda edição do C.LAB apresentou como resultado a exposição Na Iminência, da curadora Carolina Soares e Território, povoação, dos curadores Gabriel Bogossian e Juliana Gontijo. Em 2016, foram duas curadorias selecionadas, Formas de abandonar o corpo – Parte I, de Natália Quinderé, e Miniaturas, maquetes, vodu e outras projeções políticas, de Claudia Rodriguez Ponga Linares. Em 2017, a curadora argentina María Alejandra Gatti apresentou o projeto Desarticulaciones,e, agora, é exibido o segundo projeto selecionado, Gramáticas infames do medo.

As comissões de seleção são independentes e têm critérios sólidos de avaliação. Já estiveram nessa função nomes como a curadora colombiana Isabela Villanueva, a argentina Gachi Prietto, o cubano naturalizado brasileiro Andrés Hernandez, o alemão Alfons Hug, a portuguesa Marta Mestre e o brasileiro Rafael Fonseca. Mais informações: www.blauprojects.com/clab

Ícaro Ferraz Vidal Jr.

Nascido em Niterói, Rio de Janeiro, tem mestrado em Comunicação e Cultura pela UFRJ e também pela Universidade de Lisboa, em Transversalidades nas Humanidades Europeias. Realizou doutorado em Estudos Culturais em Interzonas Literárias pela Universidade de Bergamo, na Itália. Realizou cocuradoria com Hermano Callou da retrospectiva Harun Farocki: diante das imagens do mundo, no MAM-RJ, em 2012, e também da exposição Pelle, do fotógrafo Fernando Gonçalves, no SPAZIOSTUDIO Galeria, em Milão.

lunes, 6 de noviembre de 2017

V BIENAL CONTEXTOS Centro Simón I. Patiño Cochabamba Bolivia


¿Qué es una selfie? 
V Bienal de arte Contemporáneo CONTEXTOS


CURADURIA:Douglas Rodrigo Rada y Ramiro Garavito





Cindy Sherman: “Este retrato soy yo, pero no es completamente yo”




Alejandra Alarcón 



Alejandra Alarcón 


Alvaro Gumucio



Carla Spinoza




David Flores Saavedra (Kechi)





Diego M. Verduguez




Diego M. Verduguez



Jaime Achocalla




Juan Fabbri




Ivan Cáceres





Nancy Cronen





Natalia González Requena





Raquel Schwartz





Alfredo Román Bulacio





Roberto Valcárcel


La idea de convocar a los artistas y no artistas, para participar con una selfie en la presente Bienal, pretendió franquear esa aparente banalidad que parece caracterizarla. No obstante, tal vez la selfie contiene alguna clave para la comprensión de nuestra contemporaneidad, por eso pensamos que la selfie es algo más que un autorretrato, algo más que un costado personal con un fondo turístico, político o social, más que un documento autobiográfico, más que un recurso para las redes sociales, algo más que una estrategia narcisista de la vanidad.

El hecho de no poner en consideración un discurso curatorial previo, obedeció precisamente a dejar en suspenso la posibilidad de un juicio a priori acerca del significado de la selfie. El tradicional catálogo al final de la muestra, pretenderá ensayar un comentario curatorial al respecto.

Por el momento el espectador tiene la palabra.







ARTISTAS PARTICIPANTES 
Pablo Aguirre
Alejandra Alarcón
Rodrigo Alarcón
Jaime Achocalla
Sandra de Berduccy (Aruma)
María Elena Busso
Ivan Cáceres
Juan Carlos Canaviri
Nancy Cronen
Silvia Cuello
Alejandra Delgado
Alejandra Dorado
Erika Ewel
Juan Fabbri
Víctor Fernández
David Flores Saavedra (Kechi)
Carmen Fonseca
Daniela Giebel
Graciela González
Natalia González Requena
Alvaro Gumucio
Matzu Higimani Cossio
Daniel Hinojosa Pimentel
Mónica Navia
Ivette Mercado
Aldahir Montaño Flores
Valerie Monic
Cecilia Monroy
Lesly Moyano
Andrés Pereira Paz
Maria Pereira Salas
Perros Petardos
Christian Rocabado
Alfredo Román Bulacio
Belén Abella Ruiz
Paola Sanchez Mier
Fernando Schrupp- Nadja Marcin
Raquel Schwartz
Vinicio Sejas
Maximiliano Siñani
Carla Spinoza
Wara Urquiola
Andrés Unterladstaetter
Roberto Unterladstaetter
Roberto Valcárcel
Serena Ximena Vargas
Daniel Vásquez Pacheco
Diego M. Verduguez
Bernardo Zabalaga
Glenda Zapata 

jueves, 26 de octubre de 2017

Especulaciones en torno al color y la forma por Oscar Jordán

LETRA SIETE

Especulaciones en forma y color

Desde una mirada filosófica, la obra de la artista Alejandra Alarcón hace una propuesta 

discursiva muy compleja, especialmente por su crítica a las virtudes sociales


Óscar E. Jordán Arandia / Escritor





Había una vez, en un lugar alejado, una niña llamada Caperucita, que sin temor se internó al bosque profundo, mató al lobo feroz y, de su piel, se hizo una capa. 
En ese mismo lugar, una tal Rapunzel asfixió con sus larguísimas trenzas a un valiente príncipe que quiso rescatarla y luego se cortó el cabello para que nadie más lo intente. Además, se cuenta el relato de una princesa, que en lugar de desencantar con un beso a su príncipe que estaba convertido en sapo, decidió ponerlo en una licuadora, en afán de triturarlo hasta que se haga jugo. 
Ese lugar donde ocurren semejantes cosas está en el imaginario poético de Alejandra Alarcón y el testimonio de ello está en los cuadros –además de videos, instalaciones y demás experimentos–  que componen el conjunto de su obra. 
Esos cuadros se vuelven testimoniales, no ya de un hecho real en el mundo sino de una secuencia de posibilidades infinitas en un imaginario poético y que se relacionan con el dolor, la vida y el reconocimiento de sí, es decir, la identidad.
El deseo, la inquietud de transformar a la cosa en una "forma con expresión” es natural a todo artista; pero el incorporar a esa intención un laberinto de sentidos a través de un discurso elaborado en serie es muy afín al quehacer del filósofo, más propiamente del sofista, que se encarga de educar y a la vez cuestionar las virtudes esenciales.
Alejandra Alarcón (Cochabamba, 1976) se llama a sí misma "artista visual”, pero no estoy de acuerdo. La obra define al artista y no viceversa y por eso las evidencias de 15 años de trabajo nos presentan a una especie de "sofista” cuyas palabras tienen color, forma y a veces hasta se mueven.
En la época de Sócrates y Eurípides (400-300 antes de Cristo) les llamaban sofistas a los que les interesaba el saber de las acciones humanas, las virtudes que denominaban areté como medio de educación y de influencia sobre los demás. Ellos analizaban y muchas veces cuestionaban los sentidos de las palabras.
La areté como virtud es la "expresión del más alto ideal de conducta”. Entender, cuestionar y transformar nuestras nociones actuales de virtud parece ser la tarea que emprende Alarcón, según el testimonio de sus propias obras.
Cosa, arte y artista
Cuando un objeto, por ejemplo, una tela, un papel o un pedazo de madera, se transforma en una obra de arte –debido a la intervención del artista– aparece en éste un universo paralelo cargado de sentido, la coseidad misma del objeto cambia y se devela en él un "algo” que dice, que expresa.
El poeta con un bolígrafo transforma el papel en poesía; el escultor, con un martillo y un cincel, hace lo mismo en la madera, convirtiéndola en una escultura. Y así, con la tela, el pincel y el pintor.
El artista hace que la cosa "diga”, insertándole un "algo” en su misma coseidad; ese "algo” es una forma que expresa. Ahora bien, eso que se expresa ¿es lo que el artista quiere expresar? ¿o ese "algo” se expresa a través del artista? En el primer caso, la obra sería una criatura del artista con el fin de que ésta exprese algo de sí mismo. En el segundo, habría una especie de daimon o demonio que se incrusta en el ánimo del artista y convierte a la cosa en una obra que expresa lo que el daimon quiere decir. 
La filosofía no ha dejado de maravillarse ante esta transformación mágica de un objeto cualquiera en "algo” que expresa.
Tradicionalmente, la forma de hacer filosofía es a través de la palabra, pero ocurre que también es posible abordar desde el arte un problema filosófico. Es precisamente el caso de Alejandra Alarcón, cuya obra refleja un modo de hacer filosofía, en el sentido de plantear una postura existencial, nacida desde la misma experiencia del artista.
Las series y las temáticas
Alejandra Alarcón es una artista graduada en Artes Plásticas en la Escuela Nacional de Pintura La Esmeralda, en México, con cientos de exposiciones en varios países de Latinoamérica y Europa. Además, tiene una licenciatura en sociología de la Universidad Mayor de San Simón.
Todas sus obras están concebidas en serie –tiene 16, desde 1994– porque, como ella misma lo dice, un cuadro es insuficiente para lo quiere decir, es necesario la cadena entera.
El hecho de concebir un discurso en varios cuadros es ya, de por sí, un intento de especulación, no desde una reflexión abstracta sino desde una acción estética.
Es evidente que una especulación filosófica puede ser planteada o sugerida desde un solo cuadro, pero las series de Alejandra Alarcón expresan todo el abordaje discursivo de un mismo tema pero desde distintas perspectivas.
En 15 años de carrera artística, los temas que se aborda en sus series son recurrentes, siempre se relacionan con la identidad, la sexualidad o las relaciones humanas, y siempre de manera conflictiva.
Desde sus primeras series –Caperucita la más roja (2006-2007), Blanca Nieves (2006-2007), Cindirellaending" (2010- 2011)– hasta en sus últimas producciones –Alicia y su abismo (2015) o El libro de la sangre (2017...)– Alarcón mantiene el mismo tono (ella habla en serie) y ahonda cada vez más en sus propias especulaciones que, como dijimos, no son abordadas desde la palabra sino desde las formas.
Su obra se caracteriza por tener una estructura basada en el concepto de rizoma, concebido por los filósofos Deleuze y Guattari, y que lo usan para caracterizar un modelo epistemológico en el que la organización de los elementos no sigue líneas de subordinación jerárquica sino que cualquier elemento puede afectar o incidir en cualquier otro.
Aplicando el criterio de rizoma, Alarcón logró concebir en sus series una relación interdependiente pero a la vez totalmente complementaria. Esto es posible debido a que su obra no es puramente estética. Es argumentativa, pero prescindiendo de la palabra.
Es más abierta la interpretación que podríamos darle a un cuadro con la imagen de una niña desnuda cuyas extremidades se transforman en los tentáculos de un pulpo, que una serie de más de 10 cuadros que describen esa misma transformación, pero por partes y desde diferentes puntos de vista.
La diferencia entre insinuar y abordar un tema radica en su carácter especulativo, y el énfasis temático que produce un trabajo en serie no es el mismo que el de una sola obra, por más compleja que sea ésta.
Alejandra Alarcón es una de las pocas artistas que trabaja su obra con elementos recurrentes y al hacerlo, les otorga una significación más precisa.

lunes, 9 de octubre de 2017

martes, 3 de octubre de 2017

Brindis desde las grietas: Diálogo con Alejandra Alarcón

Articulo realizado y publicado en: ANÁBASIS


Brindis desde las grietas: Diálogo con Alejandra Alarcón




Con: Luisa Deguile

Sería más o menos fácil decir de miradas angustiadas frente a las imágenes de Alejandra Alarcón. Pero esto implicaría haber caído sin más, digamos, en la trampa: Diríamos con ello mucho más de nosotros mismos que de las imágenes, y algo apenas, mas solo de refilón, de la relación que plantea.
Luz y color son sus claves. Fluyen, sin embargo, como sorbo dulce, de encanto particular, coronando la cita con esa parte de nosotros mismos que siempre supo de qué iba la realidad, desde los mismísimos cuentos infantiles, esos en que se ofrecen elixires y manzanas envenenadas.


Quien sirve luce claro el semblante. Y una sonrisa cordial, que no obstante, a la luz de sus trabajos, podría resultar en mordida. Enhorabuena.
Es un placer.

Siempre imágenes, en mi cerebro o en las que veo en la red, en películas, fotografías, etcétera.
Todos los días veo y hago tableros en Pinterest, Tumblr, Instagram, gran parte de lo que realizo después, sale de ahí. También construyo imágenes en el programa 3D de computadora Poser; este me permite visualizar cuerpos humanos y de animales, ponerlos en la posición que yo quiera o mover la cámara para ver desde distintos puntos; tales ejercicios me permiten, nuevamente, visualizar y dar con lo que estoy buscando.

Una cita previa, particular, contigo misma…

Sé qué imagen busco cuando la encuentro.
Cuando ya tengo la imagen hecha, dibujada, empieza recién mi trabajo racional o conceptual en que analizo qué hay en ella. Cuando encuentro la relación de mis imágenes con los conceptos teóricos continúa mi búsqueda, más hondo.

Alejandra, a través del espejo. Es la primera imagen, que tienta, la que plantea el primer internamiento. Más tarde, quienes contemplemos las imágenes, tendremos a mano, a lo mejor, reconocer algunos de los ecos de ese primer intercambio, sus ecos…

Todo el tiempo es un proceso de ir y venir, de la imagen a los conceptos y de los conceptos a la imagen.
Hay un orden a partir del inicio intuitivo. Cuando encuentro una línea de… investigación visual, trabajo con ella hasta agotarla. Es por eso que me dedico a hacer series. Hay obras que luego paso a otros formatos o medios como el vídeo o la fotografía, animaciones, instalaciones u objetos intervenidos.


La herramienta a través de la que hecha a volar la intuición, no obstante, parece de todos modos, única en su modo de hacer el color.

La base de mi pensamiento visual se da con el dibujo y la acuarela.

Trazos nada más, o signos, inconsciente pero directamente…

Un proceso de ambos, en diálogo…
Los últimos quince años, la acuarela ha sido mi principal medio – soporte. Por su naturaleza fluida; la humedad, lo orgánico. Me lleva a ir en constante cambio, un estado en que los límites no quedan definidos; el agua y el pigmento van construyendo un devenir de estados e identidades.


Lo que resulta igualmente cierto hacia afuera de la pintura.  A fin de cuentas, las historias no las pinta completas el narrador, a menudo la conexión entre este y quien las escucha alza vuelo dándole forma real a la imágenes a través de intercambios de miradas, incluso en los silencios intermedios; es así que se comparte el testimonio, por más que de ficción se trate; más aún si es así y se crea en el otro la experiencia.

Esta idea de fluidez también se expresa en los temas que abordo; mi obra gira en torno a la identidad femenina, el terreno limítrofe en el que esta parece una constante negociación con el otro, en el que existir no es algo dado e inamovible si no, más bien, cambiante.
Mi obra está impregnada de zonas indefinidas entre sujetos: género, trans – género, roles y arquetipos.

De ahí los matices, en el rojo, por ejemplo, predominante. Estos resbalan desde cada rasgo que podamos sentirnos tentados a definir por cuenta propia…


La acuarela es el medio idóneo porque me permite trabajar de manera sutil, transparente, diáfana todos estos temas que no necesariamente son… suaves.
Me interesa crear una relación seductora con el espectador, un en que la pintura sea atractiva, por sutil, pero se convierta en lo contrario, con la transmisión del mensaje.
Me gusta pensar la acuarela como un estado dionisíaco, de cambio, de latencia, en cierto modo es como la identidad que nunca termina de forjarse.

Desafío a partir de la cordialidad, apuntando a determinados lugares comunes, convertidos, apostada una mínima cuota de atención, en verdaderos puntos de encuentro, agudos. Sin obviar el encanto popular, ni lo reconocible y popular del auténtico encanto.
Finalmente, se da la confrontación. Un impacto…
Dibujo niñas que son niña pero al mismo tiempo pulpo, o lobos que están pariendo pero a la vez se están chupando la leche. En general son cuerpos que están saliendo de otros cuerpos y que yo represento a su vez como fluidos, lo que impide establecer límites entre un ser y el otro.


El fluido es continuo, así como lo dionisíaco es algo mojado que está escurriendo, que se está derramando, es totalmente contrario a lo apolíneo. Lo apolíneo separa y vendría a ser la línea del lápiz, mientras que la acuarela nunca divide.

En esta oposición, no obstante, radica otra fuente de violencia.
Presente, una y otra vez, el paso a otra cosa…
Mi producción artística ha estado ligada siempre a una búsqueda personal de ir encontrándome en ella.
Creo que la identidad es algo que se va construyendo momento a momento, el poder saber quienes somos es un asunto que se nos cuela de las manos cada instante. Mi obra trata de dar respuesta a este constante fluir en el que tratamos de entender qué somos, qué hacemos aquí y cómo nos relacionamos con el otro.

Y esto, a través de afirmaciones de corte sencillo. Para situaciones complejas. Estas, a su vez, se complican de veras en nuestras mentes, bien dispuestas para ello, caídos, desde luego, en la trampa.
Se me ocurre, un pacto, cierta complicidad. Deshechos los límites se da el pleno intercambio. Íntimo.
Hay mucha carnalidad…

Me interesa la relación con los fluidos corporales por que nos remite a un lado incontrolable, genuino de nuestra naturaleza. Como decía Rodrigo Rada en otro diálogo para Anábasis: “…el artista (…) se construye a sí mismo bajo la mirada de una alteridad, en este caso, de su propio trabajo.”

Lucha…


Sencillez, que no es lo mismo que simpleza; transparencia, claridad, luminosidad, suavidad. Para trabajar la Complejidad. La violencia.
Siendo este último más que un móvil, un medio inmenso, cabe preguntarse qué otros aspectos de la realidad entran en juego en la composición del vínculo comunicativo. Si bien esto depende en buena medida de quien contempla cada cuadro, también es cierto que brilla sin disimulo alguno una especie de línea, una grieta por la que se vierte tu pintura


Los matices del bien y el mal. Se trata de romper las ideas que tenemos asociadas a lo bueno y lo malo, como la maternidad idealizada, el amor sin dolor, la liberación sin pérdida, el control con protección… La ternura y la crueldad. El lado salvaje de lo humano.

Que es contradicción…
Y queda patente en poesía, videoclips, películas, teatro, música, filosofía, literatura, psicología, sociología.


Son varios los artistas con los que siento, dialoga, por eso mismo, mi trabajo; en distintos niveles, claro; con algunos el temático conceptual, y con otros el técnico, por ejemplo. Por nombrar algunos: Kiki Smith, Louise Bourgeois, Daehyun Kim, Walton Ford, James Jean, Sophie Jodoin, Henry Darger, Llaria Clari. Floria Gonzalez, Pablo Cotama y Rodrigo Rada, aparte de ser grandes artistas también son mis amigos.

¿Qué viene ahora?

El libro de la lecheEl libro de la sangre y El libro de las lágrimas. Tres series de obra en acuarela con las busco reflexionar sobre la construcción identitaria femenina marcada por tales fluidos.

Salud.